“Eleitor tem oportunidade de eleger deputados que lutam por alimentos livres de veneno”, afirma Galo, em Paulo Afonso

“Eleitor tem oportunidade de eleger deputados que lutam por alimentos livres de veneno”, afirma Galo, em Paulo Afonso

“No país onde mais se consome agrotóxicos no mundo, discutir agroecologia com a população é fundamental para apresentar alternativas para a produção de alimentos saudáveis e livres de veneno”, pontuou o deputado estadual e coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista (FPA), Marcelino Galo, durante o Seminário Regional de Agroecologia e Combate aos Agrotóxicos: Saberes, Lutas e Caminhos para o Bem Viver, nesta quarta (05), em Paulo Afonso.

O encontro, que aconteceu no Memorial Chesf, reuniu povos e comunidades tradicionais, camponeses, técnicos, gestores públicos e outros sujeitos que estão na luta pela agroecologia e contra os agrotóxicos. A Promotora de Justiça e coordenadora do Fórum Baiano de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos (FBCA), Drª. Luciana Khoury, também destacou a necessidade de “debater as formas de superação do uso de agrotóxicos”, com “a agroecologia como uma opção viável, possível e necessária” para que a população tenha acesso a uma alimentação de qualidade.

Marcelino Galo lembrou ainda das iniciativas do governo golpista de Temer e seus aliados, que pretendem inserir ainda mais veneno na mesa dos brasileiros. “O Projeto de Lei 6299/02, mais conhecido como Pacote do Veneno, prova onde os políticos a serviço dos grandes latifundiários querem chegar. Não precisamos de uma legislação que flexibilize o uso de agroquímicos nas plantações, mas que incentive a produção voltada para a agroecologia. Nossa sociedade deve estar atenta a essas mudanças e dar a resposta, no sentido de rejeitar candidatos que apoiem o uso indiscriminado de agrotóxicos, e consequentemente o câncer, má formação fetal, e tantas outras doenças decorrentes dos venenos na comida”.

Na Assembleia Legislativa, Marcelino Galo tem um mandato preocupado com as questões ambientais, que também interferem na saúde da população, e tem proposto projetos que priorizem a agricultura familiar de base agroecológica e que respeitem os ciclos naturais. Como o Projeto de Lei 21.916/2016, que cria a Política Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica; o Projeto de Lei 21.314/2015, que proíbe a pulverização aérea de agrotóxicos no estado; o Projeto de Lei nº 22.783/2018, que regulamenta as feiras de produtos orgânicos na Bahia e o Projeto de Lei nº 22.325/2017, que prioriza a compra de produtos da agricultura familiar e do empreendedor familiar rural ou suas organizações.

O Seminário foi promovido pela Assessoria e Gestão em Estudos da Natureza, Desenvolvimento Humano e Agroecologia (Agendha), Fórum Baiano de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos (FBCA), Frente Parlamentar Ambientalista da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia e pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA).

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