Brasil ignora violência no campo e não apoia declaração da ONU por direito dos camponeses, afirma Marcelino Galo

Brasil ignora violência no campo e não apoia declaração da ONU por direito dos camponeses, afirma Marcelino Galo

O deputado estadual e presidente da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa, Marcelino Galo se posicionou sobre a decisão do Brasil de não  apoiar a Declaração sobre os Direitos dos Camponeses da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta sexta-feira (28).

“Os conflitos agrários no país já representaram a morte de 70 defensores dos Direitos Humanos, somente em 2017, e ao invés de combater esses crimes, os golpistas deixam que os assassinos tenham ainda mais liberdade para agir de acordo com seus interesses”.

Marcelino afirmou ainda que o “homem e a mulher do campo têm direito à terra produtiva, para viver com segurança e de forma adequada aos seus modos de vida”. Em sua justificativa, a embaixadora do Brasil na ONU, sinalizou para que os Direitos Humanos fossem retirados do texto e inseridos parágrafos que permitam a utilização de agrotóxicos, com base em padrões internacionais. “Para ela, ser o maior consumidor de veneno do mundo ainda não é suficiente, é preciso que isso seja regulamentado pela ONU. Repudio com veemência essa posição de não preservar a vida dos camponeses e camponesas e contra esses golpistas, que não tratam os Direitos Humanos como ferramenta fundamental para a justiça social no campo e na cidade”, finalizou Galo.

 

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